terça-feira, maio 22, 2007

Combate em África contra as alterações climáticas é "insuficiente" 10.04.2007 - 17h36 AFP


Combate em África contra as alterações climáticas é "insuficiente" 10.04.2007 - 17h36 AFP

A ONU considera que os esforços de África, o continente mais vulnerável às alterações climáticas, para enfrentar as consequências do sobre-aquecimento global, é "insuficiente".
O relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) apresentado na sexta-feira, "é uma mensagem dramática sobre as consequências das alterações do clima no desenvolvimento económico deste continente", comentou Achim Steiner, director-geral do Programa da ONU para o Ambiente (Pnua), em conferência de imprensa em Nairobi.África "está na linha da frente para sentir a realidade das alterações climáticas. Não no futuro, mas agora", acrescentou."Os governos africanos não estão a fazer o suficiente", disse Anthony Nyong, um dos autores do relatório do IPCC."Os países afectados pelo mesmo clima devem investir [em conjunto] em sistemas meteorológicos e partilhar as informações" para reduzir as consequências catastróficas das inundações e da seca, estimou."Com uma melhor planificação e melhores previsões meteorológicas, há esperança", considerou Anthony Githeko, um dos co-autores do relatório.A segurança alimentar será "gravemente comprometida" e em alguns países africanos as colheitas poderão diminuir 50 por cento em 2020 e 90 por cento em 2100. A agricultura representa até 70 por cento do Produto Interno Bruto para alguns países africanos.

IN http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1290788&idCanal=101

quinta-feira, maio 10, 2007

Cabo Verde é o 11º país do mundo mais afectado pela fuga de cérebros


Cabo Verde é o 11º país do mundo mais afectado pela fuga de cérebros
Cabo Verde é o primeiro país africano e o 11º entre os 50 países do planeta mais afectados pelo êxodo dos quadros, segundo uma lista publicada na edição desta semana da revista continental J.A/L'intelligent.
Segundo J.A/L'intelligent, Cabo Verde ocupa a 11ª posição de uma lista que integra ainda Moçambique (26), Angola (32) e Portugal (41). Os dez primeiros países mais afectados pelo chamado "brain drain" são Estados das Caraíbas, sendo a Guiana o primeiro, seguindo-se-lhes outros três do Pacífico.
"Os países africanos mais afectados pela fuga de cérebros são aqueles cujo rendimento é fraco: Cabo Verde (67 por cento do pessoal qualificado emigrou), Gâmbia (63 por cento), Maurícias... Os menos afectados são Marrocos, Tunísia, Egipto, Burkina Faso", lê-se na revista.
A lista da revista sedeada em Paris e outrora chamada Jeune Afrique foi estabelecida com base na proporção dos trabalhadores emigrados e a percentagem da população activa do país de origem.
Um artigo publicado pelo jornal A Semana em finais de 2000 apontava a medicina como um dos sectores afectados pelo êxodo de quadros, exemplificando com um corpo médico cabo-verdiano importante em Portugal.
Num artigo intitulado "Quem tira proveito da hemorragia", a revista J.A/L'intelligent destaca o facto do Banco Mundial ter finalmente feito um estudo sobre "um fenómeno velho como a humanidade".
"Doravante, os políticos assim como os intelectuais vão poder basear-se em documentos de referência para abordar correctamente o tema", escreve a revista referindo-se aos dois estudos, um dos quais lançados quinta-feira e que inspiraram o articulista.
Citando o relatório do Banco Mundial, a revista escreve que entre 1960 e 1975, cerca de 1.800 africanos qualificados emigravam anualmente, tendo esse número triplicado no período 1975-1984 antes de ser multiplicado por dez no período 1985-1990 para hoje ultrapassar os 20.000.
A revista indica que essa fuga de cérebros nem sempre traz vantagens aos quadros que emigraram, precisando que "na maior parte dos casos, os imigrantes qualificados são mal pagos" ao contrário do que sucedia no país natal.
Segundo J.A./L'intelligent, 200 milhões de pessoas vivem hoje fora do país natal, contra 150 milhões em 1990 e 175 milhões em finais de 2000.
De igual modo, o jornal Financial Times debruça-se sobre o estudo sobre a emigração do Banco Mundial numa das suas edições, nomeadamente no que refere o impacto das remessas sobre a redução da pobreza nos países em desenvolvimento.
"Uma vez no país de acolhimento, os emigrantes enviam cerca de 20 por cento daquilo que ganham às famílias no país natal. Nalguns casos, essas remessas podem atingir ou ultrapassar 50 por cento do rendimento dessas famílias além de serem uma fonte importante de divisas para muitos países", escreve o jornal. É, por exemplo, o caso de Cabo Verde.
O Financial Times evoca ainda as vantagens da imigração para os países desenvolvidos, nomeadamente face ao envelhecimento actual da população dos países do norte, particularmente da Europa.

IN: http://www.kriolu.net/negocios/index.php?option=com_content&task=view&id=306&Itemid=128

quinta-feira, abril 12, 2007

Mudanças climáticas em Cabo Verde é tema de debate


Mudanças climáticas em Cabo Verde é tema de debate
Imprimir...Enviar a um Amigo(01-03-2007)
Autor : Jorge LopesFonte : Inforpress Local : Praia
Praia, 01 Mar (Inforpress) - Especialistas, técnicos e quadros nacionais encontram-se reunidos na cidade da Praia, para debaterem as estratégias relativas aos desafios das mudanças climáticas em Cabo Verde.O encontro, que decorre durante todo o dia de hoje, tem como objectivos principais a avaliação das necessidades de capacitação e elaboração de uma estratégia e Plano de Acção para a capacitação das instituições e quadros nacionais, visando uma melhor implementação das três convenções do Rio.Com esta acção, pretende-se criar condições para elaboração dos perfis temáticos nas áreas de biodiversidade, mudanças climáticas e desertificação que surge no âmbito do projecto de Autoavaliação das Capacidades Nacionais para a Gestão Global do Ambiente.Durante este encontro, promovido pela Direcção Geral do Ambiente, os participantes serão informados e sensibilizados sobre as questões referentes às influências humanas na atmosfera e o impacto das mudanças climáticas no mundo, em particular em Cabo Verde. A reunião enquadra-se num projecto nacional que tem como objectivo principal reduzir a vulnerabilidade da sociedade cabo-verdiana face aos impactos nefastos das mudanças climáticas. O próximo passo, a organização será a apresentação/recolha de subsídios, análise das questões transversais às três temáticas e identificação das necessidades prioritárias, em comum e individualmente, para assim se verem criadas as bases para elaboração da estratégia e plano de acção. A vaga mundial de protecção dos espaços naturais que seguiu a Conferência do Rio de Janeiro em 1992, segundo a directora-geral do Ambiente, Ivone Lopes, não podiam deixar Cabo Verde fora do mapa. Apontou a consolidação e reforço da capacidade de intervenção da Direcção Geral do Ambiente, como de “particular importância”, nomeadamente, nas áreas de saneamento do meio, da avaliação e impactes ambientais, da implementação de um conjunto de áreas protegidas.Cabo Verde tem neste momento em curso o Plano Nacional do Ambiente (PANA II), que vai vigorar no arquipélago no período 2004-2014.Os objectivos do PANA II consistem na definição das orientações estratégicas de aproveitamento dos recursos naturais, dos seus efeitos sobre a gestão sustentável das actividades económicas, bem como das principais orientações políticas de ambiente. O PANA II irá igualmente definir as políticas estratégicas de gestão dos recursos naturais, o quadro institucional e os mecanismos de coordenação inter-sectorial no domínio do ambiente. A identificação das oportunidades e prioridades de desenvolvimento e das acções para a utilização dos recursos com o maior grau de eficácia e eficiência, bem como a promoção da integração das preocupações ambientais na planificação do desenvolvimento económico e social, são outros objectivos do plano. O PANA II vai ser, deste modo, um instrumento que nos próximos 10 anos servirá de base do trabalho de preservação do meio ambiente em Cabo Verde, permitindo que os diversos sectores relacionados com as questões ambientais desenvolvam a sua actividade de forma harmoniosa, de modo a se garantir um ambiento sadio no arquipélago.O plano é financiado conjuntamente pela Cooperação Holandesa, PNUD, governo cabo-verdiano, Cooperação Francesa, sector privado e ONG’s cabo-verdianas.
inhttp://www.nave.cv/cvtelecom/xmlthisnews.asp?notid=01032007120726876ambiente_inforpress&catid=ambiente_inforpress

segunda-feira, abril 09, 2007

Sexo sem beijo


Pesquisa realizada pelo ambulatório de Sexualidade Humana da Clínica Delphos indica que sete em cada dez homens não beija enquanto faz sexo.

“Com a supervalorização do orgasmo, a maioria pula a fase do desejo e vai direto pra a excitação. E aí não tem beijo, abraço, nem carinho”, disse ao G1 o sexólogo Amaury Mendes, responsável pela pesquisa.

Então 70% dos homens viraram putas à moda antiga. Sexo, tudo bem. Mas sem beijo na boca. As moças que já fizeram sexo com pelo menos dez homens podem confirmar a teoria?

sexta-feira, março 30, 2007

Dez grãozinhos de terra que Deus botou no meio do mar



Os “dez grãozinhos de terra que Deus botou no meio do mar ” - ali entre o Senegal e as Caraíbas - como canta a morna, dir-se-ia que cumpriram ao longo destes 5 séculos de história uma missão discreta, quase secreta: preparar um povo para o advento do Turismo. Parcas em chuva, desprovidas dos recursos naturais que fizeram de tantos outros recantos suculentos paraísos, de cuja flora pendia o alimento, enriquecido pela fauna que sob as suas copas buscavam protecção, estas ilhas, outrora liber tas das entranhas de um mar que, cioso da sua primazia, quis espalhar as suas areias sobre as fraldas de terras acastanhadas ou agitar a sua espuma sobre caprichosas enseadas e desfiladeiros negros de basalto, encostaram a si próprios os homens e as mulheres que as povoaram, condenando-os a buscar no seu íntimo e na forja da sua relação mútua os ingredientes com que haveriam de construir a sua própria cultura e, desde logo, a ponte que os transpor taria a outros continentes e mares, semeando neles a curiosidade de conhecer e usufruir de um destino talhado para o fenómeno dos nossos dias:o turismo. Pois não é o turismo, na sua faceta mais autêntica e profunda, a redescoberta de nós próprios, naquilo que de mais legítimo temos como humanos, num cadinho de autenticidade, de proximidade, como se, na busca desenfreada de um futuro mais-que-per feito desembocássemos num pretérito-per feito, sem stress, sem as roupagens que o consumo impõe, enfim, sem enfeites mas na presença do simples, do essencial? Cabo Verde é isto, como destino turístico: mais que óptimos hotéis, um serviço sofisticado, um comércio reluzente ou uma vida social intensa, ali vai encontrar a simplicidade, a descontracção, o calor humano, emergindo ao lado de um mar delicioso, sob um sol que acalenta mas não abrasa, embuído no per fume das frutas tropicais sobre as escarpas de uma natureza seca, mas macia... in ...?

Educação em Cabo Verde



"Em 1975, 70% da população cabo-verdiana era analfabeta. Hoje, essa taxa situa-se abaixo dos 20%. Todas as crianças estão na escola. Em 75 havia apenas 2 liceus. Hoje temos mais de 20, acolhendo cerca de 50 mil estudantes e daqui a 3 anos teremos mais 14 estabelecimentos liceais. Quando tomamos a independência contavamos com apenas 13 médicos enquanto que hoje temos mais de 200. Neste momento, Cabo Verde tem cerca de 3500 jovens a estudar em diversas universidades espalhadas pelo mundo. A nível do desenvolvimento humano, conforme o último relatório da ONU, Cabo Verde está entre os três primeiros países da África Sub-sahariana. Estamos a construir novas estradas, novos aeroportos e mais infra-estruturas de um modo geral. Estamos a trabalhar para ter, nos próximos três anos, três novos aeroportos internacionais, de concreto, na Praia, em São Vicente e na Boavista. Como eu disse, estamos a contruir um Cabo Verde novo, no qual contamos com o vosso indispensável envolvimento".
in http://caboverdeonline.com/contents/Port/2003/G/10/pm100503.asp

sexta-feira, março 23, 2007

Acredito em Anjos Ponto final


O que São Anjos?!

Anjos são mensageiros que executam as ordens do criador. A palavra anjo vem do grego (ángelos), pelo latim angelu e significa mensageiro.
São criaturas puras, sem egoísmo, com alto grau de conhecimento e evoluídos espiritualmente, pois têm grande capacidade de amar. Ao contrário dos seres humanos, não sofrem qualquer influência do meio físico...Clique aqui para ler mais


Acredito em Anjos

Acredito que existe anjos
Criaturas com um certo de encanto
Que possuem puderes celestiais

Eu Acredito em anjos
Que sussurram-nos no ouvido
Que vê algo bom no meio de males

Que fazem-nos sorriso com passados,
Que deixa-nos atravessar o infinito
Que ajudam-nos a lidar com tudo

Eu acredito em Anjos,
Que lê o nosso olhar
Compreende os nossos sentimentos
Interpreta os nossos sonhos

Eu acredito em Anjos,
Que existe apenas para amar-nos
Independentemente dos meus choros

Acredito em Anjos

Acredito em Anjos ponto final.

sexta-feira, março 02, 2007

Saiba como superar o fim de uma relação



...

<strong>"CONVULSIVA e copiosamente...
Parecia sangrar pelos olhos...
Não entendia o fim da relação...
Só o tempo cicatrizará a ferida"!!!


---

Quando se vive um amor, a última coisa que vem à cabeça é o fim da relação. Entretanto, o dia do término pode chegar porque, assim como a vida, o relacionamento apresenta seu ciclo natural com começo, meio e fim.

Algumas mulheres se perguntam qual é a hora de colocar o ponto final no relacionamento. A psicóloga da Unifesp, Mara Pusch, afirma que o fim ocorre quando o namoro ou casamento deixa de ser saudável. "Quando uma relação acaba, na verdade, os dois sabem. Mas, um é mais corajoso para tomar a iniciativa de terminar", acredita.

A também psicóloga Sueli Castillo compartilha da mesma opinião. "Arrastar uma situação em nome de um amor onde não existe reciprocidade acaba desgastando e destruindo o que poderia ser uma lembrança positiva do que aconteceu em sua história de vida", diz. "Se apenas um ama não existe mais a relação", completa.

E se ele decidiu tomar a iniciativa do término não há motivos para acreditar que seu mundo desabou. É claro que, em um primeiro momento, é aconselhável afogar as mágoas e chorar para amenizar a angústia. O segundo passo para dar a volta por cima é retomar a vida social, reencontrar os amigos e fazer atividades prazerosas.

Passada a fase da fossa, é hora de contabilizar os ganhos e as perdas de tudo isso. "O ideal é não levar como uma ferida por muito tempo e não encarar como uma tragédia. O mais importante é refletir para analisar as responsabilidades de cada um na relação", diz Mara. Sueli Castillo, por sua vez, ressalta ser fundamental o autoconhecimento para poder superar a crise de uma forma menos dolorida.

Uma tática para se recuperar mais rápido é afastar-se do parceiro, fazendo valer a máxima "o que os olhos não vêem o coração não sente". E, apesar de muitas mulheres desejarem, é impossível riscá-lo da sua vida. "Esquecê-lo definitivamente é quase impossível, mas ter a convicção de que ele já pertence ao passado e como tal não volta é essencial", afirma Sueli. Já Mara aconselha a mulher a se dar conta de que no momento aquele tipo de relação acabou, não significando que futuramente ambos não possam voltar a se relacionar, até mesmo como amigos.

A psicóloga Mara Pusch alerta para não cometer o erro de entrar em um novo relacionamento só por entrar e tomar o cuidado de não procurar alguém apenas por auto-afirmação. Não leve seus medos de relações anteriores para um novo namoro, pois cada pessoa é um ser único que, certamente, contribuirá para construir sua vida.

Portanto, levante a cabeça, ponha sua melhor roupa e sinta-se bonita. Aproveite os benefícios que só a solteirice pode trazer, como desfrutar de total liberdade de escolha e fazer o que bem quiser sem ter de dar satisfação a alguém.

Dando a volta por cima
Quem nunca viveu um grande amor que atire a primeira pedra. Aliás, aquelas histórias de romances complicados de novela também existem na vida real.

A jornalista Hérika Dias, 24 anos, teve um amor que a marcou pelo resto de sua vida. O namoro de faculdade teve seus altos e baixos. Inicialmente, eles pareciam viver um amor de conto de fadas, porém, a separação foi bastante dolorosa para ela. "O término não foi amigável. Houve até agressão", conta Hérika.

Hérika caiu em depressão e até se afastou por seis meses da faculdade. Alguns fatores foram essenciais para que o ex passasse a ser um personagem do passado, como o apoio de amigos e familiares. "Eu estava super mal e não via perspectiva de melhora. Até que eu senti Deus. E como forma de agradecimento a minha recuperação, resolvi me batizar no catolicismo", afirma.

Apesar de o namoro ter se tornado águas passadas, ele lhe trouxe uma lição de vida. "Cresci achando que homem não prestava, até que passei a acreditar cegamente nele. Hoje, já não acredito mais nas pessoas; acho que ele tirou esta minha inocência", diz Hérika. Ela não guarda mágoas e até reconhece o valor da relação. "Tenho certeza de que foi amor e de que jamais outro namoro chegará perto da intensidade desse", afirma.

A estudante Mariana Oliveira, 24 anos, é prova de que qualquer relacionamento serve para compor a história de vida. Aos 20 anos, Mariana conheceu aquele que parecia ser seu amor eterno. Contudo, ela não imaginaria que o repentino término de seu namoro seria motivado pelo reatamento do noivado do ex com a namorada anterior.

Triste e deprimida, Mariana resolveu não procurá-lo mais. Até que foi surpreendida com o pedido de volta do ex. O que ela não contava é que, neste momento, ele continuava noivo da outra.

Após término definitivo, a estudante diz que embora toda a situação tenha feito muito mal a ela, foi a melhor coisa que já lhe aconteceu. "A mulher em que eu me transformei, a maturidade que eu alcancei e o valor que eu passei a dar para às pessoas que se aproximaram de mim depois disso foi o melhor que podia me acontecer. Dei a volta por cima, estou bem pessoalmente e profissionalmente", finaliza.

Dez coisas que podem fazer sua relação ir por água abaixo

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.Autor: Engenio de Andrade


Estação das Perdas
Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio. Questionamos o porquê de nossa existência e nada parece fazer sentido. Concentramos nossa atenção no lado mais cruel da vida, aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente: As perdas do ser humano.

Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a vida em perda e nela continuamos.

Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói. E continuamos a perder e seguimos a ganhar.

Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair... E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar. Por quê? Perguntamos a todos e de tudo. Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás.

Estamos crescendo. Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer.

Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros. Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo, quando algo nos é tomado contra a vontade. Perdemos o direito de dizer absolutamente tudo que nos passa pela cabeça sem medo de causar melindres. Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda tememos dizer-lhe isso.

Receamos dar risadas escandalosamente da bermuda ridícula do vizinho ou puxar as pelanquinhas do braço da vó com a maior naturalidade do mundo e ainda falar bem alto sobre o assunto. Estamos crescidos e nos ensinam que não devemos ser tão sinceros. E aprendemos. E vamos adolescendo, ganhamos peso, ganhamos, seios, ganhamos pelos, ganhamos altura, ganhamos o mundo.

Neste ponto, vivemos em grande conflito. O mundo todo nos parece inadequado aos nossos sonhos ah! os sonhos!!! Ganhamos muitos sonhos. Sonhamos dormindo, sonhamos acordados, sonhamos o tempo todo.

Aí, de repente, caímos na real! Estamos amadurecendo, todos nos admiram. Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo. Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais? A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado?

E continuamos amadurecendo, ganhamos um carro novo, um companheiro, ganhamos um diploma. E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos e soltar pum sem querer.

Mas perdemos peso!!! Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e tascamos-lhe aquele beijo estalado, mas apertamos as mãos de todos, ganhamos novos amigos, ganhamos um bom salário, ganhamos reconhecimento, honrarias, títulos honorários e a chave da cidade. E assim, vamos ganhando tempo, enquanto envelhecemos.

De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas (ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso. e perdemos cabelos. Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir. perdemos a esperança. Estamos envelhecendo.

Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo. Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer, exceto aquele que se faz em vida, pelo perdão a si próprio, pelo compreender que as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede.

Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie. Que tenhamos rugas e boas lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos. E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do que saibam-se amados.

Afinal, o que é o tempo? Não é nada em relação a nossa grande missão. E que missão! Fique em Paz!
in:http://www.palavrasdocoracao.com.br/consolo_e_incentivo/estacao_das_perdas.php

5 dicas para superar o divórcio


1. Não fique remoendo o passado Isso só vai fazer você sofrer ainda mais. Um relacionamento termina por várias razões e não só porque uma pessoa fez tudo errado. Não fique procurando justificativas para explicar a separação.

2. Respeite seu tempo
Qualquer mulher fica triste ao terminar um relacionamento. Por isso, não se sinta obrigada a distribuir sorrisos o tempo todo. É importante ter momentos solitários para sentir a perda e superá-la.

3. Invista em você
Faça um curso de dança ou de idiomas. Os bons momentos distraem a tristeza e são uma chance de conhecer novas pessoas.

4. Não se apegue à dor
Tente ser amigável com seu ex, mas sem ultrapassar seus limites. E não alimente o ódio ou a revanche. Esses sentimentos só fazem mal. ''Em vez de dar espaço à raiva, trate o outro com respeito'', explica Renata Lommez.

5. Adote um bichinho Sabe o ditado ''Um amor cura o outro''? Pois é, não precisa ser outro homem. Um cão ou gato podem ser a companhia perfeita. 

Se o divórcio foi motivado por infidelidade... 

5 dicas para superar uma traição!
1. Não se culpe
Em geral, o homem quer se livrar da culpa fazendo a esposa traída se sentir responsável. Mas o erro foi dele! Se o casamento ia mal, ele deveria ter dito.

2. Não perca sua autoestima Gostar de si ajuda a superar a dor. Arrume-se, corte o cabelo e faça-se pequenos agrados.

3. Não supervalorize seu parceiro
Admita os defeitos dele. Fica mais fácil dar a volta por cima quando você percebe que ele não é um príncipe encantado, mas alguém que também erra.

4. Não se humilhe
Diga como você se sentiu. Fale da sua decepção, mas não queira detalhes da traição. E nunca vá atrás da outra!

5. Não se recrimine por sofrer
Quando uma pessoa se sente ferida, é como se uma morte acontecesse dentro dela. Apesar de causar dor, o sofrimento pode nos ajudar a crescer e a mudar de postura. Por isso, a melhor maneira de superar uma traição é não negar a dor - e refletir sobre como isso afetará sua vida.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Contos de fadas - Princesa negra - Disney

Aprender a ouvir e a imaginar é a função e o objectivo de narrar histórias. O homem só passa de criatura a criador graças à liberdade, sempre possível em sua imaginação.
A criança vive os contos de fada desde o momento em que começa a dizer eu até aproximadamente os sete anos.
Durante este período, a criança não separa a si mesma da realidade circundante – sua consciência “ eu – mundo “ é integrada.
Durante esta fase, a criança vivência lenta e gradativamente a separação, ou seja, adquire a noção de sujeito – ela própria – e objecto – mundo.
Confiante no mundo, a criança se entrega a ele e vive na acção.
Seus sentidos pouco especializados recebem, sem crítica, as impressões que possibilitarão o desenvolvimento de sua capacidade de percepção.
Ela vive a realidade de si mesma e do mundo de forma una, profunda e total.

De início, há uma vivência inconsciente, principalmente a da luta entre as forças da matéria e as forças da forma que actuam em seu corpo físico.
Essa actuação, às vezes de maneira calma, outras vezes turbulenta, orientam seu desenvolvimento corpóreo segundo leis de crescimento. Há um predomínio das energias vitais, denominadas “ corpo etérico “, cujo objectivo é o desenvolvimento físico.

Nessa fase, a criança constrói uma imagem de si mesma e do mundo.
Essas representações são exteriorizadas por meio do desenho e da modelagem, expressando a actividade de seu próprio corpo em crescimento ou a realidade externa como ela a percebe.






O conto (do latim contare – falar), foi originalmente uma narrativa oral rápida,
de um fato real ou lendário, no qual acrescentava-se uma pequena dose
de fantasia. Como o conto é nascido de uma expressão oral, acredita-se que
tenha sido um dos
últimos gêneros literários a ser transcrito para a linguagem
escrita. Desta forma, os primeiros contos do qual temos registro grafado
provém do Egito antigo, sendo reunidos apenas em 1889 por Maspero1. Tudo
indica, porém, que o conto surgiu em sua forma primordial na Índia, pois
“tanto os contos egípcios quanto os gregos e, principalmente os arábicos,
mesmo quando não são adaptações diretas, guardam íntima ligação com os
hindus”. (ENCICLOPÉDIA ABRIL, 1972, p.1104).


CLIQUE NOS LINKS SE QUISER TER ESSAS INFORMAÇÕES:

1 Etimologia
2 Origens
3 Características dos contos de fadas
3.1 Morfologia dos contos de fadas
4 O significado oculto dos contos de fadas
4.1 A jornada interior
5 Tradição oral e escrita
6 A evolução dos contos de fadas
6.1 Fadas em transição
6.1.1 Romances preciosos
6.2 Contos de fadas para crianças



Características dos contos de fadas
Podem contar ou não com a presença de fadas, mas fazem uso de magia e encantamentos;
Seu núcleo problemático é existencial (o herói ou a heroína buscam a realização pessoal);
Os obstáculos ou provas constituem-se num verdadeiro ritual de iniciação para o herói ou heroína...


PRINCESA NEGRA
Primeira Princesa Negra Disney

quarta-feira, dezembro 27, 2006

CRIANÇAS VITIMADAS por maus tratos em Portugal


Pelo menos oito crianças vitimadas por maus tratos em Portugal

A morte em Monção de uma menina de dois anos alegadamente vítima de maus-tratos, hoje divulgada, eleva para oito o número de crianças que morreram vítimas de violência infligida por familiares ou vizinhos desde 2003

Segundo fonte do Destacamento de Viana do Castelo da GNR, a criança, que já estava a ser acompanhada pela Comissão de Protecção de Menores, foi levada esta manhã pela família ao Centro de Saúde de Monção, onde deu entrada já sem vida.

A fonte da GNR acrescentou que a criança apresentava «indícios» de maus -tratos, nomeadamente hematomas na cabeça. Os pais da menina refutaram já a tese de maus-tratos e alegaram que a criança terá caído nas escadas, disse à agência Lusa fonte da Segurança Social.

Em declarações à Lusa, o director da Segurança Social de Viana do Castelo, António Correia, afirmou que a criança já tinha aparecido há cerca de 15 dias na creche com hematomas, tendo a educadora responsável, na altura, participado o caso à Comissão de Protecção de Menores de Monção.

António Correia acrescentou que a comissão decidiu marcar uma consulta no Centro de Saúde de Monção, para avaliação do estado clínico da menina, que deveria ter lugar esta quinta-feira.
Entretanto, admitiu o director, neste lapso de tempo a Comissão de Protecção de Menores «não teve qualquer outro contacto» com a família da menina.

O caso foi já participado ao Ministério Público, tendo a procuradora junto do Tribunal de Monção determinado a remoção do cadáver para o Instituto de Medicina Legal de Viana do Castelo, para autópsia.
A criança era um dos quatro filhos de um casal de Viseu que está a viver na Quinta da Oliveira, em Mazedo, Monção. Este caso segue-se a um caso idêntico ocorrido a 13 de Setembro no Hospital de Faro, onde faleceu uma menina de dois anos vítima de abuso sexual.

Em cada dois dias, uma criança portuguesa é vítima de maus-tratos, violência que muitas vezes provoca a morte, segundo um estudo da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que em Julho apontava para cinco vítimas mortais nos últimos três anos.

O estudo é de Dezembro de 2005, mas já este ano a associação revelou que perto de cem crianças foram vítimas de maus-tratos no primeiro trimestre de 2006. Mais de 1.400 casos de maus-tratos em crianças foram diagnosticados pelo Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC) nos últimos 20 anos, 26 por cento dos quais de abuso sexual, afirmou também em Julho uma especialista daquela unidade de saúde.

Mais in


IN http://http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=17521



quinta-feira, dezembro 21, 2006

Dicas Para Emigrar



Quer emigrar? Holanda e Áustria são os últimos paraísos do emprego 

A Holanda foi o país que apresentou a taxa de desemprego mais baixa entre os 30 países que compõem a OCDE em Outubro, nos 3,7%.
Já a taxa de desemprego na Áustria manteve-se nos 4,7%, o que já acontece pelo quarto mês consecutivo.

Consulte aqui os dados da OCDE

40 empresas europeias, estão em Lisboa a recrutar engenheiros portugueses, nos dias 10 e 11 de maio

Quero Emigrar

Ler in: http://www.emigrar.info/index.php?q=not%C3%ADcias.html

 

REMESSAS DA EMIGRAÇÃO E SEU IMPACTO NO PIB

Segundo relatório publicado pela OCDE, “Cabo Verde, enquanto país de emigração, está colocado em quinto lugar a nível mundial. Que a contribuição da sua emigração na formação do PIB, segundo o mesmo relatório, situa-se na ordem dos 23 por cento, isto é, mais de 23 mil milhões de escudos, que corresponde a três vezes mais ao envelope financeiro do MCA – Milénio Challange Account. A contribuição dos emigrantes representa cerca de 38, 2 por cento da massa monetária do País, sendo 40 por cento dos depósitos a prazos. Em termos gerais, pode dizer-se que os recursos dos emigrantes são, seguramente, um dos suportes da política monetária, sendo activos do Estado, da economia e da Nação”

terça-feira, dezembro 19, 2006

... SIDA EM AFRICA



Após a publicação de um estudo
ONU quer circuncisões em massa para combater a SIDA no Sul de África
As Nações Unidas recomendam que as nações africanas mais afectadas pela epidemia do HIV lancem campanhas públicas de circuncisão, após a descoberta de que esta pequena operação reduz em metade os riscos de infecção




Segundo um estudo recente, já reconhecido pela agência da ONU de luta contra a SIDA, os homens que cortaram o prepúcio têm uma probabilidade 50 a 60 por cento menor de contraír a doença, em comparação com os não circuncisados.
Outro estudo afirma que as parceiras dos homens circuncisados têm também uma menor probabilidade de infecção, embora a diferença não seja tão espectacular.
O chefe da ONU-SIDA recomenda agora que os países africanos mais afectados pela epidemia «introduzam a circuncisão em larga escala». «A ciência é clara», diz Peter Piot.
O responsável pela agência sugere uma primeira campanha de circuncisão aplicada aos bebés e crianças. Numa fase posterior, adolescentes e adultos serão o alvo.
Piot diz perceber, contudo, que a circuncisão seja um assunto delicado em algumas culturas, ao contrário do carácter obrigatório que adquira nas civilizações judaica e islâmica.
«Mudar essa situação será mais difícil que qualquer questão médica ou operacional», admite Piot.
Os países do Sul de África são os mais afectados pela epidemia da SIDA. Na Suazilândia, cerca de metade da população está infectada pelo HIV. A África do Sul, a Namíbia e o Botswana apresetam taxas de propagação da doença igualmente elevadas.
pedro.guerreiro@sol.pt
com Reuters
Artigos
14 DEZ 06 Circuncisão reduz o risco de infecção por HIV

AFRICA PRECISA DE NÓS



IN SOL

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quarta-feira, dezembro 06, 2006

EU FIZ CINCO MIL ABORTOS



Eu fiz cinco mil abortos

(Separata do boletim “o semeador”)

Dr. Bernard N. Nathanson

É importante que vocês se dêem conta que fui um dos fundadores de organização
Mais importante que “vendia” aborto ao povo norte-americano. Havia mais outros dois membros: o Sr. Lawrence Lader e uma senhorita que pertencia ao movimento feminista
Em 1968. Quando organizamos o movimento. Calcula-se que menos 1% era partidário da liberação do aborto, ou seja de 100 pessoas, 99 estavam contra, no nosso orçamento era de 7.500 dólares anuais enquanto em 1982 já se aproximava de um milhão de dólares.


Serviram-nos de base duas grandes mentiras:

- a falsificação das estatísticas;
e as pesquisas que dizíamos ter feitos e a escolha de uma vitima que afirmasse que o mal do aborto não se aprovaria na América do norte,

falsificação da estatísticas:

é uma táctica importante, dizíamos, em 1968, que na América se praticavam um milhão de abortos clandestinos , quando sabíamos que estes não ultrapassavam de cem mil, mais esse numero não nos servíamos e multiplicamos por dez para chamar atenção, também repetíamos constantemente que as mortes maternas por aborto clandestinos e aproximavam de dez mil. Quando sabíamos que eram apenas duzentas, mais esse numero era muito pequeno para propaganda. Esta táctica de engano e de grande mentira se repete constantemente acaba sendo aceite como a verdade.

Nas pesquisas

Nós lançamos para a conquistas dos meios de comunicações sociais, dos grupos universitários, sobretudo as feministas, (acreditaram na nossa mentira).
Mais tarde fazemos pesquisas de verdade e pudemos comprovar pouco a pouco iam aparecendo os resultados que havíamos inventados: por isso sejam muitos cautelosos sobre as pesquisas que fazem sobre o aborto. Porque apesar de serem inventadas tem virtudes de convencer inclusive os magistrados e legisladores, pois eles como qualquer pessoa que lêem jornal, ouvem rádio e fica alguma coisa em sua mente.

Dirigi a partir de 1971 a maior clínica de aborto do mundo

Foi o centro de saúde sexual (CRANCH), situado ao leste de nova york, tinha 10 salas de cirugia e 35 medicos sob minhas ordens, realizávamos 120 abortos diários, incluindo dimingod e feriados e somente no dia de natal é que não trabalhávamos. Quando assumi a clínica estava tudo sujo e nas piores condições sanitárias.
Os médicos não lavavam as mãos entre os abortos e outros, alguns eram feitos por enfermeiras ou simplismente auxiliares.

Consegui modificar tudo aquilo e transforma-la em uma clínica modelo em seu género, e como chefe de departamento, tenho que confessar que 60.000 abortos foram praticadas sob minhas ordens e uns 5.000 foram feitos pessoalmente por mim.
Lembro-me que numa festas que organizamos algumas esposas dos médicos me contaram que os seus maridos sofriam pesadelos durante a noite, gritamdo, falavam de sangue e de corpos de crianças cortados, outros bebiam demasiadamente e alguns usavam drogas. Alguns deles tiveram que ser visitados por psiquiatras. Muitas enfermeiras se tornaram alcoólicas e outras abandonaram a clínica chorando. Por mim foi uma experiência sem precedentes.

Em Setembro de 1972 apresentei minha demissão porque já havia conseguido o meu objectivo, que era colocar a clínica em funcionamento. Naquela época digo sinceramente não deixei a clínica porque estivesse contra o aborto, deixei-a porque tinha outros compromissos a cumprir.
Fui nomeado director do serviço de obstetrícia do Hospital do São Lucas de nova York, onde iniciei a criação do serviço de fetologia.
Estuando o feto, no interior do útero materno, pude comprovar que é um ser humano com todas as características a quem deve ser outorgado todos os privilégios e vantagens que desfruta qualquer cidadão na sociedade ocidental.

Do estudo do feto vivo no interior do útero
Tirei esta conclusão


Talvez alguém pense que antes de meus estudos, devia saber como medico, e alem disso como ginecologista, que o ser concebido era um ser humano. Evidentemente sabia disso, mas não o havia comprovado, eu mesmo, cientificamente. As novas tecnologia nos ajuda a conhecer com maior exatidao sua natureza humana e não considera-lo como simples pedaço de carne. Hoje, com as técnicas modernas, pode-se tratar no interior do útero muitas doenças, inclusive fazer mais de 50 tipos de cirugia. Foram esses argumentos científicos que mudaram meu modo de pensar. O fato é que: se o se o ser concebido é um paciente que se pode ser submetido a um tratamento então é uma pessoa, se é uma pessoa, tm direito a vida e a que nós procuremos conserva-la.


Gostaria de fazer um breve comentário ao projecto a lei sobre o abono apresentado em Espanha

(Nota: esse projecto de lei já foi apresentado)

É mesma que esta em vigor no Canada, ou seja em casos de estupro, sob-normalidade e nos casos de risco a saúde da mãe.
O estupro é sem duvida uma situação muito dolorosa. Afortunadamente poucos estupros são seguidos de gravidez.

Mas mesmo neste caso, o estupro, que é um terrível acto de violência, não pode ser seguido de outro não menos terrível como destruição de um ser vivo. Portanto tratar de apagar uma horrível violência com outra também horrível, não parece lógico: é simplesmente um absurdo, e na realidade o que faz é aumentar a trauma da mulher ao destruir a vida de um inocente, porque essa vida tem um valor em si a mesma ainda que tenha sido criada em circunstancia terríveis, circunstancia que nunca poderiam justificar a sua destruição.

Posso assegura-lhes que muitos dos que estamos aqui fomos concebidos circunstancias que não foram as ideais. Talvez sem amor, sem calor humano, porém isso não nos modifica em absoluto nem nos estigmatiza. Portanto recorrer ao aborto em caso de estupro é algo ilógico e desumano.

Vou-me referir a saúde da mãe. Sempre disse que defenderia o aborto se a saúde física da mulher estivesse em perigo imediato de morte caso continuasse sua gravidez. Mas hoje, com avanços a medicina, esse caso praticamente não existe, portanto o argumento é enganoso, porque simplesmente não é certo.


Finalmente vou considerar o caso do feto defeituoso. Esse é um assunto muito delicado porque significa que aspiramos uma sociedade formada por pessoas fisicamente perfeitas, e sem medo de me equivocar posso assegurar que nesta sala não há uma pessoa que seja fisicamente perfeita. É perigosíssimo aceitar esse principio porque desembocaria num holocausto.

Posso assegurar-lhes que inclusive as crianças mongólicas são queridas. Vou contar-lhes uma história: Quando estive na nova Zelândia com a minha esposa, um dia almoçamos com o Sir Wihiam Lillev, que é um dos fetotologistas mais importante do mundo e nos contou que tivera quatro filhos que já eram maiores, e ao ficar o casal sozinho adoptaram uma criança mongólica, disse-me que esse filho adoptivo lhes havia proporcionado mais alegria que qualquer um dos outros quatros filhos.


Penso que quando se permite aborto o abordo, permite-se um acto de violência moral, um acto deliberado de destruição portanto um crime.


Como cientista, não é que eu acredite, mas é que sei que a vida começa no momento da concepcao e deve ser inviolável.

Considere que não professo nenhuma religião, penso que existe uma divindade que nos ordena pôr fim neste triste e inexplicável e vergonhoso crime contra a humanidade.

Se não sairmos vitoriosos e omitimos nossa completa dedicação a esta causa tão importante, a historia nunca perdoará.

(tradução do folheto publicado em “vida Nueva”- Madrid Espanha)


Aborto decisão pessoal