quinta-feira, setembro 20, 2012

Eu falo muito e tu?!

Mulheres falam mais de 20 mil palavras por dia, diz estudo

 

Mulheres falam 20 mil palavras enquanto os homens falam apenas 7 mil


Uma psiquiatra norte-americana, afirmou, em livro, que as mulheres falam muito mais que os homens. O nome da psiquiatra e autora é Louann Brizendine e ela ensina psiquiatria clínica na Universidade da Califórnia, em São Francisco.

O livro é "O Cérebro Feminino" e, nele, em essência, mas muita essência, ela alega que os cérebros masculinos e femininos são, assim como seus respectivos troncos e membros, completamente diferentes um do outro.

Se é para botar pra quebrar em matéria de lugar-comum, eu ajeito a boina, cofio o bigodinho e, do fundo de minha camisa listrada, coberta por um colar de cebolas, afirmo como se eu me chamasse Marcel, André ou Jean-Pierre: "Et vive la différence!"

Antes de entrar nos méritos dos cérebros dos outros, que desconheço como a palma da mão de quem me lê, gostaria de fazer um ou dois comentários a respeito da professora, de quem eu nunca ouvira falar, nem mais magra nem mais gorda.

Vejamos: Louann é nome de quem nasceu e cresceu em "trailer park" no estado de Mississippi, nos EUA. Brizendine, eu costumava tomar umas duas ou três antes de ir às buates na década de 60 no Rio. Quatro comprimidos então e uma garrafa de uísque descia redondo e com a maior facilidade.

Sem falar no fato, ou muito falando do fato, de que a gente falava a mais não poder, amanhecendo no dia seguinte sem ressaca mas com o queixo doendo para valer. Brizendine a gente comprava sem receita até 1962. Depois, os enxeridos responsáveis pela saúde do país proibiram: só com receita. Felizmente, cá entre nós, havia sempre, num grupo, um médico que sabia das coisas da vida.

Papo firme numa boa
Levanto-me da mesa da casa noturna, deixo com pesar a década perdida como a de Scott Fitzgerald, e volto à nua e crua realidade do livro e da disciplina médica da Ilma. Sra. Dra. Louann Brizendine.

Em "O Cérebro Feminino", a autora-psiquiatra, entre outras afirmações, deixa bem claro que as mulheres falam mais do que os homens. Segundo ela, uma mulher deve ser sonhadora, coquete e ardente¿ Não, não. Estou confundindo alhos com boleros. Segundo ela, deveria ter dito eu, as mulheres falam muito, mas muito mais mesmo, que os homens.

Brizendine é precisa: 20 mil palavras por dia. Os homens? Apenas 7 mil. Baixinho e sem interromper a interlocutora, concluo eu. Brizendine vai mais longe: as mulheres falam duas vezes mais rápido e mais rápidas que os homens.

Brizendine fica distante porém de alguns detalhes a meu ver importantes: essa falação toda não será apenas na cidade de São Francisco ou no estado da Califórnia? Não será por estarem na presença da Brizendine, que dá-lhes um bicho-carpinteiro na língua e, muito exibidas, postam-se a falar a 1000 quilômetros por hora?

Não estarão as mulheres de São Francisco ou da Califórnia perdidas no tempo tomando superdoses de psicotrópicos ou estupefacientes? Dexamil, Benzedrina, Estenamina, Pervitin. Brizendine, por aí? Isso sem falar em como conseguiu medir as palavras de umas e de outros.

Ou na parte mais interessante da história: elas falam 20 mil palavras por dia, mas sobre o quê? Alguma coisa que valha a pena no meio? E as 7 mil palavras dos homens? Pode ser menos, mas vai ver é tudo sensacional e saboroso ou então muito mais ou tão idiota quanto as 20 mil das moças.

Enfim, eu estou, para variar, escrevendo demais besteira muita. Paro por aqui, vou para casa. Antes passo pelo pianista, peço que toque o fox-trot que me serve de tema e por aqui encerro ¿ sempre de dentes cerrados ¿ a noitada que blablablá, blablablá, blablablá¿
In:  http://mulher.terra.com.br/noticias/0,,OI1291079-EI1377,00-Mulheres+falam+mais+de+mil+palavras+por+dia+diz+estudo.html

 

terça-feira, agosto 28, 2012

Falta de libido? ...

Falta de libido? ...
Mude isso já!

Muita gente me envia e-mails, mensagens no Facebook e no Twitter falando sobre a falta de libido que sente ou que o parceiro tem. Aqueles papos de que mulher se interessa menos por sexo do que homem e
que homem sempre tem vontade de transar são grandes besteiras que só nos dão dor de cabeça.
Freud, o pai da psicanálise, diz que a gente tem uma fonte de energia separada para cada um dos instintos e fazer sexo é um deles. O que temos que lembrar é que uma das características da libido é sua mobilidade, então a energia que você poderia direcionar ao sexo pode ser usada para melhorar outros focos de atenção na vida.
Sabendo isso, é bom notarmos que se as coisas não estiverem bem, se você estiver com problemas familiares, de grana ou de saúde, você não vai mesmo sentir vontade de ir para a cama. E isso acontece com homens e mulheres. Se você me disser que sempre que tem problemas fica cheia de tesão eu diria pra você procurar um médico, porque o que você está fazendo é o mesmo princípio de quem bebe — o faz para esquecer ou comemorar, escondendo um vício.
Mas se você está com tudo nos eixos e sua vontade de fazer sexo se tornou quase inexistente — ou se você até tem vontade, mas fica com preguiça na hora 'h' — eu sei como te ajudar. Quer saber como?
Exercite seu cérebro
Normalmente as mulheres que dizem estar sentindo falta da libido estão em relacionamentos e podem, teoricamente, fazer sexo sempre que ela e o parceiro sentirem vontade. O que muitas vezes esquecemos é que o corpo precisa estar aquecido, como um motor.
Crie um plano de ginástica para sua libido. Escolha um dia da semana para se interessar em sexo. Nesse dia você vai acordar já com isso na cabeça, pensando que nesse dia você fará sexo de ótima qualidade. Passe o dia lendo a respeito do assunto, enviando mensagens para seu companheiro e mantendo sua cabeça sempre focada no que vai acontecer no fim do dia.
Quando chegar a hora, esqueça o frio e a preguiça de tirar a roupa, esqueça o calor e a preguiça de suar. Vá à luta! Pode ser que não seja o melhor sexo da sua vida, mas será uma pequena amostra de como você pode melhorar nessa brincadeira.
Aposte nos acessórios
Existem diversos tipos de brinquedinhos para apimentar a vida sexual. E vários deles podem ser usados sozinha também. Use géis de massagem, compre um vibrador, tome banhos longos e volte a conhecer seu corpo.
Ninguém pode fazer com que a sua libido volte a ser como você gostaria — além de você mesma. Para mudar o que você está sentindo é preciso que corpo e cabeça trabalhem juntos para melhorar sua vida sexual.
Procure ajuda profissional
Calma, não estou dizendo pra você procurar um médico, um garoto de programa ou algo do tipo, é só um massagista — se bem que você você achar que qualquer uma dessas opções pode te ajudar, não sou eu quem vai dizer para você não seguir em frente.
Existe um tipo de massagem chamada Karezza em que o terapeuta usa conhecimentos orientais para melhorar sua vida sexual. O foco dessa prática são na região das costas, quadris e nádegas, pernas e pés e, segundo os especialistas, deve ser feita diariamente — por você mesma ou pelo parceiro.
Tudo começa com as mãos pressionando a área cinco dedos abaixo do umbigo por dois minutos, depois disso a massagem segue pelo resto do corpo. O ponto chave para conseguir o sucesso com esse tipo de terapia é segurar a onda: só é indicado fazer sexo depois de cinco dias de tratamento. Mas dizem que a espera vale a pena.
O mais importante de tudo isso é melhorar a libido porque você mesma sente essa necessidade e não pela cobrança externa. Tudo o que você faz deve ser por você e não por outros motivos.
in:  http://www.facebook.com/Rickclove?sk=wall

sábado, abril 21, 2012

Buracos Negros Humanos

 Buracos Negros Humanos

Como essas personalidades atormentadas fascinam, atraem e destroem

Costumo me lembrar dela de duas maneiras. Em uma, é a mulher intensa, cheia de vida, que a cada dia se apaixonava por uma nova ideia que iria revolucionar a sua vida. Na outra, é uma garota ansiosa, desamparada, sempre correndo atrás de algo que não existia. Nas duas versões é um ser humano fascinante. Em ambas, uma companhia intolerável.
Dias atrás, ao me lembrar dessa pessoa concreta e real, me ocorreu a imagem de um buraco negro – aquele ponto no espaço em que as forças do universo se manifestam de forma extrema e misteriosa.
Em sua sedutora confusão, ela era capaz de atrair as pessoas, roubar a luz que elas emitiam e, de forma inocente e inevitável, esmagá-las. Assim como se imagina que os buracos negros podem levar a outras dimensões, ela também arrastava as pessoas ao seu redor a um território de angústia e perplexidade, aquele em que ela mesma vivia o tempo todo.

 Era, a despeito da sua doçura essencial, da sua enorme carência, uma personalidade destrutiva, incapaz de obter ou oferecer paz. Um mistério insolúvel para si mesma. Uma alma atormentada. Um buraco negro emocional.Talvez vocês já tenham se envolvido com gente assim.
É impossível ignorá-las e parece impossível salvá-las de si mesmas. Movidos por nossos melhores sentimentos, ou pelo mero desejo, somos arrastados a um turbilhão que não é o nosso e rapidamente percebemos que é impossível contê-lo ou sobreviver em seu interior. Quando você descobre que o outro é um rio sem margem, o instinto de sobrevivência recomenda fugir. Quem fica tem histórias difíceis para contar.
A convivência com esses extremos ensina algumas coisas, porém. A mais importante delas é a importância essencial da sanidade. Os seres humanos diferem de incontáveis maneiras e suas neuroses se multiplicam na mesma proporção. Mas há, dentro de cada um de nós, uma espécie de termômetro que mede a loucura do outro. Se ela passar do limite aceitável pela tribo, ou por nós mesmos, algo dentro de nós berra e recua. Muitos tivemos essa experiência.
Você está conhecendo a pessoa, gosta do que vê e do que ouve, mas, de repente, ela diz ou faz algo totalmente fora de contexto, incompreensível e, por isso mesmo, assustador. Pode ser uma explosão de violência, uma mudança radical de humor ou uma conversa sem pé nem cabeça, que você tenta seguir e não consegue. O resultado é o mesmo: aparece um nó no estômago e a atração vira pó. Temos vontade de sair correndo.
Mas esses são casos extremos.
Em geral, antes de descobrir o pântano mental do outro já estamos enredados. Aí fica mais difícil perceber e escapar da confusão. Aliás, podemos estar apaixonados pelo tumulto. Achamos aquilo tudo fascinante, atraente, único. Pensamos: que pessoa original achei para mim. Leva tempo para entender que ela talvez seja original demais para o seu próprio bem. Custa se desvencilhar de algo assim.
Por isso eu penso nos buracos negros, em como eles arrastam para si tudo ao redor, como são fundamentalmente incompreensíveis e fascinantes, como representam perigo. Eles lembram as personalidades atormentadas. Assim como os buracos negros, é melhor vê-las de longe, no tempo e no espaço, à distância segura de um telescópio. Talvez assim seja possível decifrá-la. Assim é possível sobreviver ao seu fascínio.

In: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/ivan-martins/noticia/2012/05/buracos-negros-humanos.html
 (Ivan Martins escreve às quartas-feiras)